O seguro obrigatório para proprietários e inquilinos é um tema relevante no contexto da habitação, especialmente em regimes de propriedade horizontal (prédios com várias frações).

O que diz a lei sobre o seguro obrigatório?

De acordo com a lei portuguesa, é obrigatório que os proprietários de frações autónomas tenham um seguro contra o risco de incêndio. Esta exigência está prevista no artigo 1429.º do Código Civil e aplica-se a todos os edifícios em regime de condomínio.

O seguro deve cobrir não apenas a fração individual, mas também a parte proporcional das áreas comuns.

No caso dos inquilinos, não existe uma obrigação legal geral de contratar seguro, mas o contrato de arrendamento pode exigir a subscrição de um seguro multirrisco, por exemplo, para cobrir danos no imóvel ou responsabilidade civil. Assim, a obrigatoriedade para o inquilino depende do que for acordado com o senhorio.

Além disso, muitos proprietários optam por seguros mais abrangentes, como o seguro multirriscos habitação, que inclui coberturas adicionais, como inundações, furtos e responsabilidade civil, embora este não seja legalmente obrigatório.

Em resumo: o que é obrigatório para proprietários e inquilinos?

Proprietários: seguro contra incêndio é obrigatório.
Inquilinos: só é obrigatório se estiver previsto no contrato.

Este enquadramento visa garantir a proteção do imóvel e a segurança de todos os ocupantes.

Nota final sobre a obrigatoriedade do seguro

Para finalizar, em termos gerais, a lei portuguesa obriga ao seguro contra incêndio em prédios em propriedade horizontal. Outras coberturas podem ser exigidas em programas públicos de apoio ou pela própria exploração, como no alojamento local, mas não há uma obrigação geral de o inquilino ou o senhorio contratarem seguros específicos fora desses casos.